9 de jul de 2010

Daslu quebra! E agora? Como a mulher de Serra vai fazer a campanha do agasalho?

Os já condenados donos da Daslu (super-butique de luxo paulista), com penas que alcançaram 94 anos prisão, estão fora da cadeia e a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial (é um processo quando a empresa não consegue pagar suas dívidas, e tenta-se salvar da falência, através de negociação com credores, com intervenção de um juiz, semelhante ao que ocorreu com a Varig).
A ex-primeira-dama de São Paulo, Mônica Serra, mulher do ex-governador tucano José Serra (PSDB/SP), era presidente do FUSSESP - Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo, até março deste ano, enquanto Serra foi governador.
Em vez de tirar as crianças da rua e colocar na escola, em vez de forçar a prefeitura de São Paulo a cadastrar mais de 150 mil famílias abaixo da linha de pobreza no Bolsa família, que não cadastraram por negligência de Serra/Kassab, entre as políticas "sociais" que ela exerceu, foi a campanha do agasalho na Daslu.
Vejam bem que era uma campanha oficial do governo José Serra. Uma campanha social para atender população pobre, feito na Daslu.

É isso que Serra considera política social "estruturante"?
Essa camiseta deve entrar para história do Brasil, por todo o simbolismo que carrega.

 
Em outro evento na Daslu, em fevereiro de 2008, Eliana Tranchesi à esquerda (condenada a 94 anos de prisão) e Mônica Serra no centro.


Relembrando Geraldo Alckmin

 
Justiça seja feita à Mônica Serra, a "peruagem" na Daslu vinda do Palácio dos Bandeirantes já foi bem maior, atingindo o clímax com Geraldo Alckmin (PSDB), a ponto de sua filha Sofia ter se tornado gerente de novos negócios da Daslu em 2005, após um período como "dasluzete" (vendedora da Daslu).

Shopping da Daslu não pagava IPTU

Inaugurado em 2005, na gestão demo-tucana de José Serra (PSDB), o shopping da Daslu não exisitia no cadastro de IPTU da prefeitura de São Paulo, até 2006, já com Kassab (DEMos/PFL) na prefeitura.
Enquanto um proprietário ou inquilino de um imóvel popular, morador do Jardim Romano, que ficou meses inundado, recebia seu carnê do IPTU para pagar todo ano, o shopping da Daslu era "fantasma" perante o fisco da prefeitura.

ATENÇÃO: NENHUMA DESTAS FOTOS É MONTAGEM.
(os links apontam para a publicação original da Vogue, do FUSSESP e outros)