28 de nov de 2012

Minha resposta para Naelson Abreu:


Meu caro Naelson, veja só como são as coisas: fui atirar no que vi e acertei no que não vi. Muito obrigado por me dá respostas que eu nem se quer havia perguntado, pois no ápice da minha burrice eu fui incapaz até de suspeitar.  Mais adiante eu falo sobre esse meu comentário.

Mas com relação sobre eu ser ou não ser um circense:

Não sei se você sabe, mas na época do Circo Caramelada (hoje Circo Grock) o seu tio Marcos que lamento muito ter perdido do mundo do circo e da nossa vida também, já que este grande amigo me deu todo o suporte para que eu chegasse a diversos circos que pelas redondezas do RN passavam e dependendo das migalhas financeiras que eu tivesse, eu os visitava, fazia entrevistas colaborava com os números, fazia divulgação nas pernas de pau para que tivesse gente nas apresentações, vendia pipoca, e às vezes até me atrevia fazer alguma apresentação. Como Palhaço e até com o meu clássico número de dublagem. Seu Tio Marcos também me apresentou o Palhaço Circuito, pessoa que vivo tentando localizar para quem sabe, de alguma forma fazer algo por ele. Pois o Circuito foi fundamental na minha formação, junto com os Papos com Teófanes Siqueira (o Biribinha) Que também me deu muita orientação, me indicou livros e algumas companhias para que eu pesquisasse na internet, já que na época eu já era bem envolvido com este universo. O Circo Caramelada sofreu um grande golpe e eu vim reencontrar com o Marcos no Circo da Luz, onde dias depois tive a péssima notícia de seu acidente. Os Argentinos da Cia. Charivari quando circulando por Natal, foram indicados para que me procurassem para que eu os desse suporte, organizei uma turma para uma oficina que durou pouco mais de dois meses (Malabares e palhaço) da qual também fui aluno. Graças a esta oficina (com todas as minhas ressalvas) surge a Histofaria Teatral e mesmo com minhas ressalvas, muita gente boa no universo circense hoje é graças à Histofaria.

Participei também no Riso da Terra (encontro internacional de Palhaços) em João Pessoa/PB, onde tive com palhaços de todas as espécies e a minha vivência com o Tchacovack (Argentina) foi uma das maiores lições que vivenciei.

Colaborei com a temporada de estreia do Circo Grock, pois sempre recebi muito (de carinho, amizade e informação artística de Nil Moura e Gena Leão) então queria ser um pedaço na história deste circo e sei que estou bem lá no alicerce.

Graças a todas estas pessoas na minha vida, em 2001 estreio lá em Mãe Luíza (no espaço Cultural Sexto Clã) uma performance intitulada Mala’darte que futuramente vira o Circo Matraca que muito precariamente passei mais de 06 seis anos apresentando nas ruas, em projetos sociais e em lugares em que não tem espaço nem para circo chegar. Me Esgotei deste trabalho, mas ele nunca sairá de mim. Ricardo Buihú é testemunha disso. Pois ele foi o maior incentivador e cúmplice desta minha empreitada,Quando dou um certo descanso os Matraca, Chego a chefiar um setor da Fundação José Augusto, que por sinal fui fundamental na hora de referendar o Seu nome para participar da Pré-Conferência Nacional de Cultura (Seguimento Circo). Para isto eu era sensível ao circo. Na minha campanha mal sucedida em conseguir com algum amigo um exemplar daquela revista Preá que trás uma linda reportagem sobre a sua família, aí eu era uma pessoa de circo.

O meu pobre rico acervo de CD’s, livros, filmes, acessórios... Inclusive já fui até procurado por familiares seus para que eu ajudasse na multiplicação desse material.

Há alguns anos venho fortalecendo uma campanha “Se vai protestar, deixe o nariz de palhaço em casa” “Palhaço não Político” Palhaço Ser Sagrado” dignificando esta profissão que é extremamente ridicularizada e que é a minha e você sabe disto. Se não reconhece, tem quem me interessa para este reconhecimento, o seu mal caratismo, faz com que a sua opinião principalmente ao meu respeito e a mim não fede nem cheira.

Se ainda assim eu não sou um circense, perdão! Vou buscar saber o que eu sou de agora em diante.

Realmente, não tenho participado de nenhuma ação envolvendo a Funarte aqui em Natal, pois no dia que fiquei sabendo de alguma, a mesma atividade foi cancela por causa de uma baixaria sua com a sua esposa. Assim realmente fica difícil participar, quando a notícia chega, você estraga o evento. Você é um cara extremamente ausente, e através de você, as informações nunca chegam.

Agora voltando ao início: você cita no seu relato a seguinte frase, que pode ser lido muito abaixo quando eu terminar esta delonga:

"Ora a presença de João Lins deve ter sido decisiva para não aprovar seu projeto com o Título: Circo Matraca (que não conheço). Não temos nada haver se o santo de um não bate com o do outro".

          Pelo que bem entendi:De acordo com os registros de atas, ele não estava presente na avaliação quando o meu projeto foi apreciado. Então o Senhor João Lins usou da influência que tinha neste momento para me prejudicar? Já que o santo dele não bate com o meu?

          Quer dizer que a excelência de um projeto não vale e sim quem tenha influência sobre ele. Está ainda mais claro, como vem se dando a relação da Funarte na hora de analisar projetos. Muito obrigado pela preciosa informação, pois agora vou buscar providências.


         Para quem sabe, interesse, segue anexo algumas fotos sobre o meu trabalho, que não é la grande coisa eu sei. Mas é de grande valia na preservação do palhaço e o circo popular, minha maior alegria.



Pense Melhor na hora de desqualificar quem você não conhece!!!!