27 de dez de 2009

Festejos Duvidos, Mas há luz no fim do túneo, ou seria no fim do ano?


Este fim de ano foi tomado por uma série de eventos na cidade do Natal. De cortejos desnecessários que vão para lugar nenhum e nos levam a nada; O Auto do Natal que dispensa os meus comentários. Só tenho receios do futuro. O fiasco atual só me leva a crer que os anos vindouros estão entregues às celebridades globais. Padre galã que de uma hora para outra virou o vilão da vez...

ESPERO QUE A GALERA DE TEATRO DAQUI CRIE VERGONHA NA CARA E NÀO FAÇA DESTES AUTOS APENAS SUAS POUPANCINHAS MEDÍOCRES. TOMEM RESPONSABILIDADES SOBRE ESTES ESPETÁCULOS. ELES SÃO NOSSOS. OS PODEROSOS TÊM QUE ESTAR ATENTOS SOBRE ISTO. SÓ FALTA A GENTE SABER DISTO. TÔ DIZENDO.

Um Presente de natal, não me causou surpresas nem expectativas, já que é aquilo e aqueles desde sempre. Mas poderia enxugar mais. Trouxe um enredo que quase emocionou, porém, como diria Severino Vicente, olharam mais para a espetacularização. A história poderia ter sido mais bem contada. Cativaria muito mais e nos ganharia de novo. Ainda assim vitorioso. Voltou.
E por falar em vitória, sem querer ser tendencioso, A Festa do Menino Deus, ao qual trabalhei nas edições anteriores (deixo minha (in) direta para está de volta nos próximos) é como um filho para mim, mas vou usar do meu senso crítico ao falar dele a partir de agora:
Estava na instiga para vê-lo, pois se trata de um parto muito delicado. No decorrer do processo que já vinha com muitas complicações, até que foi cancelado gerando frustrações e muitas perguntas. Vitória para uns, tristeza para outros... Mas vitória mesmo foi para o elenco e toda a equipe técnica que se mobilizou e foi a porta da governadoria e por fim, estreou-se a Festa ontem no Largo Dom Bosco.
A platéia tão primorosa quanto à apresentação. Tudo escolhido a dedo. Tinha cheiro conquista. Um espetáculo simples. A mesma história contada em 2008, porém a simplicidade foi o elemento alvo. A magia o complemento e o cuidado e maestria em fazer essa festa uma brincadeira que nos dar gosto de quero mais. É como se nossos folguedos invadissem os palcos da Broadway. Sem que isto nos arranque a identidade e o chão. Requinte é a palavra que uso para defini-lo. Enquanto houve tanta preocupação para com o fracasso da Festa do Menino Deus, esta por sua vez, se preocupou em acontecer com responsabilidade. Ser de verdade um Auto de Presente para todos nós. Fique a vontade e receba este brinde e fim de Ano que a Fundação José Augustop oferece.
O espetáculo acontece até o dia 29/12 sempre as 19:00h. no Largo Dom Bosco. Dê-se ao luxo de curtir este belo auto natalino onde a simplicidade é o segredo.