5 de ago de 2011

OLIMPIA - A Epopeia do Folclore Brasileiro

No início a minha intenção seria fazer um diário de Bordo, narrando cada acontecimento no Festival e na cidade durante o 47° Festival de Folclore de Olímpia, mas a correria grande e a falta de contato com a internet não proporcionou tal desejo meu, mas enquanto eu começava a andar com a nossa carruagem ainda fiz a minha primeira impressão sobre o evento e ainda assim, mesmo que depois de ocorrido transcrevo aqui no meu cibermundinho:

Dia 19/07/2011

 A Carta de Pero Vaz de Caminha


S
abe aquela famosa frase de cascudo que diz “Sou um provinciano incurável?”, pois bem, acho que o povo de Olímpia bebeu na alma poética dessa afirmação e assim fez-se Olímpia. Nunca tive num lugar onde o povo é tão nordestino fora do nordeste. Por onde passamos a respiração é uma só: Folclore, no Brasil de Olímpia não o país do futebol e sim do Folclore. O apego sobre este assunto está presente no supermercado, na farmácia, na praça, enfim, em cada casa de Olímpia, mas o que me chama a atenção é como o povo é prestativo e hospitaleiro, todos com alma de nordestino da beira da praia. Uma cidade que aos meus olhos é grande, porém, pacata. Nela tem um Museu de História e Folclore que deixa qualquer um de boca aberta com o acervo e a arquitetura do lugar. Vale a dica: conhecer Olímpia. Mas a grande menina dos olhos da cidade ainda é o Festival de Folclore de Olímpia. Os preparativos estão a mil por hora. Ked, Alexandre, Nildo e eu já estamos na representação potiguar do evento, já que o mesmo este ano homenageia o Rio Grande do Norte. Durante uma semana, Olímpia será potiguar, tá todo mundo aqui vivenciando cada detalhe sobre os nossos costumes de uma maneira que impressiona qualquer um. Nós potiguares temos o dever de aprender essas coisas, olhar mais para o nosso umbigo e observarmos o quão grande somos. Precisamos ter mais orgulho do nosso chão, pois aqui eles têm muito orgulho da gente. A homenagem que está sendo montada para a abertura do evento... Consegui ver o ensaio e já me emocionou ver centenas de jovens, crianças e adolescentes dançando o nosso passo. Como eles são cuidadosos, respeitadores com tudo. Estarei aqui dia-a-dia registrando passagens do Festival de Folclore de Olímpia e aviso: Acompanhe por aqui que estarei sempre comentado e também quando for preciso, destilando o meu veneno, pois ninguém é de ferro. Yngrew e Flora, saudades de vocês! É impossível não lembrar de vocês em cada lanchonete, cada figura nova que conhecemos, vamos voltar maiores e amando ainda mais vocês!!! 



Ked, Wadão Marques e Paulo Varela